<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199</id><updated>2011-12-22T18:48:48.823Z</updated><category term='Céu'/><category term='Desenvolvimento'/><category term='Paraná'/><category term='Curitiba'/><category term='Colonização'/><category term='viajar'/><category term='Brasil'/><title type='text'>Já reparou?</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-2901785500218142780</id><published>2011-12-20T16:45:00.005Z</published><updated>2011-12-20T19:06:23.044Z</updated><title type='text'>Brésil, terre d´avenir</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fAjF6g9rMMk/TvC_z0Tyf2I/AAAAAAAAADY/CYFV9jX3S2Q/s1600/capa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-fAjF6g9rMMk/TvC_z0Tyf2I/AAAAAAAAADY/CYFV9jX3S2Q/s400/capa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688257226304814946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stefan Zweig nunca foi lá muito popular nos países de língua inglesa, ao contrário da Europa continental, onde gozou de bom prestígio, especialmente entre as décadas de 30 e 40. Foi justamente em um desses países, na França, que encontrei uma tradução de suas obras. "Le Brésil, terre d´avenir" não foi exatamente um de seus maiores sucessos. Hoje, no entanto, a obra ganha destaque por tratar de um tema na moda entre as conversas das gentes que pensam o mundo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zweig concebeu esse livro no final de sua vida.  De família judia, na década de 30 fugiu para a América da crescente loucura europeia, em especial do nazismo nas regiões teutônicas. Depois de um período nos EUA, em 1940 chegou ao Brasil. Aqui, o escritor acreditou ter encontrado o que poderia ser uma alternativa às sociedades europeias, então em franco processo de aniquilação. Ironicamente, em 1942, Zweig se suicidou com a esposa em Petrópolis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 70 anos, a distância temporal nos ajuda a melhor pesar o conteúdo, o contexto e a recepção da obra, principalmente por parte dos pensadores Brasileiros. No livro, há um bom resgate histórico do Brasil até o início do século XX. Zweig faz, ainda, ótimas descrições de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, o que faz a obra se tornar um documento histórico, cujo valor aumenta proporcionalmente com o passar dos anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente a capacidade de olhar histórico de Zweig que faz a obra ser de relevância para o pensamento brasileiro. Foi provavelmente ele um dos primeiros a sair da linha historiográfica tradicional tupiniquim. Provavelmente para os leitores contemporâneo não haja muitas novidades. Mas tal deve ocorrer pelo fato de boa parte das análises de Zweig terem sido incorporadas por outros autores posteriores. O autríaco foi provavelmente um dos primeiros a reconhecer a importância de Dom João VI e falar, com todas as letras, que o ano da criação da nação brasileira foi o ano de 1808. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda outras figuras e instituições relembradas, como o caso dos Jesuítas. Segundo Zweig, foram eles o primeiros a pensar e agir a longo prazo, os primeiros estadistas - mais do que o próprio estado português - a vislumbrar as possibilidades da colônia recém-descoberta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo sobre a história econômica, mais uma vez Zweig traz insights enclarecedores. Ali, antes mesmo da obra de Celso Furtado, já se esboça com clareza e riqueza de dados o modelo de ciclos econômicos e mostra-se como eles foram essenciais para a ocupação das diferentes regiões brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pontos mais problemáticos do "Brésil, terre d´avenir", nascem principalmente da época extremada em que ele foi concebido. Para um pacifista, erudito e judeu deveria ser de fato bastante complicado produzir qualquer material sem uma forte carga subjetiva. Em um contexto de regimes totalitários, quase tudo acabou tendo um sentido ideológica e uma função engajada. Assim, a comparação que Zweig promove não tem hoje em dia a mesma aplicabilidade. De fato, qualquer sociedade, quando comparada com a da alemanha nazista, parecerá em geral mais humanizada. Isso explica, provavelmente, o deslumbramento de Zweig com o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que estivéssemos também sob uma ditadura, na  visão do autríaco, aqui tinhámos o que de melhor poderia haver em democracia racial. Escrevia ele, por exemplo: "Les classes les plus variées s´abordent avec une politesse et une cordialité qui étonnent toujours les hommes d´une Europe cruellement retournée à la barbarie [...] tout ce qui est brutal répugne au Brésilien".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parte, podemos atribuir essa visão a uma análise superficial de Zweig. Mas devemos reconhecer também que o Brasil muito mudou nas últimas décadas. Ele mesmo já havia observado que o Brasil, ao contrário de outros países já maduros, se caracterizava pela capacidade de se reinventar rapidamente, com a história não por trás, mas pela frente. Tudo estava sendo criado do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o autríaco não poderia prever é como esse processo ocorreria. Em suma, imaginava que o Brasil poderia ser construído aperfeiçoando-se todos problemas que faziam a Europa implodir e explodir na década de 40. Aqui havia uma única língua, não havia uma violência sistemática e organizada contra etnias e religiões, não havia problemas territoriais, mesmo considerando as dimensões continentais, e o principal: aqui, todas raças podiam se misturar livremente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre todos pontos enumerados no livro, podemos reanalisá-los e classificá-los em três grupos: primeiro, aquilo que Zweig simplesmente se equivocou e romantizou; segundo, aquilo que Zweig analisou corretamente à época, mas que hoje em dia não se aplica; terceiro, aquilo que Zweig acertou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a pretensa igualdade de raças, sobre o trato igualitário das diferentes classes, Zweig apenas tinha uma visão superficial e romântica. O estrangeiro não conseguiu perceber o gigantesco desnível entre as classes sociais, uma tensão que era disfarçada sob a cordialidade e a ausência de uma discussão social nacional à época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro equívoco. "Tout ce que nous appelons aujourd´hui brésilien ou que nos reconnaissons comme tel, ne peut être défini par une tradition propre, mais uniquement par une transformation créatrice de l´européen par le climat, par le pays et ses habitants", escrevia. Mais uma vez, Zweig toma o referencial europeu como o único. Como europeu, ele procurou os traços europeus no Brasil, que são muitos e, de certa forma, aqueles que fazem o Brasil ser o que é na arena internacional, especialmente orientada por valores europeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a cultura dos povos indígenas, ainda que não tenha sido a dominante, formou um substrato sob a qual um país aos moldes europeus tentou ou tenta ser erguido. Na língua, na culinária, nas relações sociais e políticas, na persistência de economias de subsistência, em quase todos setores há um variável grau de mescla com as culturas indígenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar a influência das culturas de nações africanas, essas, talvez, mais marcantes que as indígenas. Como as culturas dos povos africanos tinham condições plenas de rivalizar com as europeias, muitas vezes a postura do colonizador com elas era muito mais enérgica, no sentido de sufocar, do que era com as indígenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos, então, ao pontos cuja análise de Zweig, mesmo que acertada à época, hoje não mais se sustenta. O Brasil deixou de ser uma nação rural, de 40 milhões de habitantes, para ser um país com 200 milhões de habitantes e com uma força econômica, política - diria até mesmo cultural em certos aspectos - emergente no cenário mundial. A complexidade da sociedade brasileira, sob todos os aspectos, aumentou muito. Nesse processo, muito dos aspectos, alguns negativos, outros positivos, estão ficando para trás. A índole pouco belicosa, suave, pacífica, do brasileiro cada vez mais é algo do passado. O Brasil é hoje um dos países mais violentos do mundo, como as estatísticas de mortes violentas não desmentem. Não temos a violência ideológica de grupos organizados como em outros países. O que temos é uma violência quase niilista, fruto da entrada do sociedade de consumo pós-moderna em um nação ainda muito jovem para contrabalanceâ-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, falemos da qualidades que ainda continuam válidas. Continuamos tendo um país com uma língua única e inconteste, um país continental com separatismo irrisório e sem problemas com estados fronteiros. O Brasil continua crescendo, cumprindo a visão de Zweig, independente e apesar de tudo do que digamos ou façamos dele. Não é impossível que viremos uma potência no futuro - muito dizem que é mesmo provável que tal ocorra. Zweig falava mais, na possibilidade, ainda que romântica, de sermos um modelo de sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado mais de 70 anos, adentrando um século em que conjutura histórica se apresenta favorável ao país, a discussão muda de foco. Economicamente parecer ser mera questão de tempo para nos consolidarmos como aquele gigante. Mas quanto a ser um modelo de sociedade para o mundo, para isso ainda precisaremos de mais alguns séculos antes de repetir a pergunta e poder ter uma resposta positiva segura. Escrevesse Zweig nos dias de hoje, dificilmente teria tanta certeza sobre podermos ser um modelo de sociedade. Com a mesma perspicácia que viu os europeus indo para ruína, talvez ele também visse os erros estratégicos que poderão nos impedir de consolidar essa possibilidade de país do futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-2901785500218142780?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/2901785500218142780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/12/bresil-terre-davenir.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/2901785500218142780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/2901785500218142780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/12/bresil-terre-davenir.html' title='Brésil, terre d´avenir'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fAjF6g9rMMk/TvC_z0Tyf2I/AAAAAAAAADY/CYFV9jX3S2Q/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-1937575120969092400</id><published>2011-11-28T23:21:00.004Z</published><updated>2011-12-20T16:44:51.988Z</updated><title type='text'>La democracia francaise</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-g_XpsvKavp0/TtUV9go_NrI/AAAAAAAAADM/9q47eJc1Pvo/s1600/Franca%2B1807.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-g_XpsvKavp0/TtUV9go_NrI/AAAAAAAAADM/9q47eJc1Pvo/s400/Franca%2B1807.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680470651475801778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sul indo em direção ao oeste francês, ao Atlântico, continuamos vislumbrados outras peças que formam o hexágono territorial gaulês. Toulouse e respectiva região tem um tempero mais espanhol – catalão, em verdade. Seja pela proximidade, seja pela história, nessa cidade já possível encontrar vários falantes de espanhol, arquitetura meridional, comprar charcuteria catalã nos mercadinhos. A impressão é de uma cidade também bastante musical. Na idade média era famosa por seus trovadores e pela efervescência cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Toulouse, Bordeaux. Outros temperos, agora mais bretão. A aquitânia durante certos períodos das Guerra dos Cem anos, ficou sob domínio do monarca inglês. Obviamente, trata-se de uma região francesa, mas esse substrato é perceptível quando comparamos a região com outras. A grande concentração de turistas ingleses -  nas regiões hoteleiras o francês e o inglês dividem o espaço nas calçadas – não parecer ser um detalhe perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, quando falamos em Bordeaux, todos pensam em vinhos. Mas o interessante é notar que o refino dos vinhos locais é conseqüência do modo de ser bordeaulais. A elegância das pessoas nas ruas é algo digno de nota, superior ao de outras regiões e so comparável com os bairros mais luxosos de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post inverteu a ordem de visitação das cidades de maneira proposital. Ainda que Marseille tenha precedido Toulouse e Bordeaux, o comentário sobre ela é maior. Marseille está na região de Alpes-Provence-Cote d´Azur. O nome é comprido e já um pouco da idéia das diferenças dentro da mesma região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A provence é super francesa, no sentido do que os turistas esperam da França. Aix-en-provence, capital da região, é super charmosa e dominada pela áurea de pintores, notadamente Paul Cézanne. Toulon foi a única na Cote d´Azur, mais o clima já era, obviamente dominado pela presença do Mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Marseille. Muitos franceses recomendaram passar pouco tempo nessa cidade. Falavam que era moche. De fato. Comparada com o charme das outras cidades, como Aix-en-provence, Bordeaux, Bensançon. Mas isso nada significa sobre a importância de Marseille e seus quase 3 mil anos de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sintomático minha primeira refeição lá: Donner kebab. Um dos clientes  fez questão de me dar as boas-vindas. Boa-vinda ao Magreb, frisou. Marseille é a segunda cidade mais importante do que foi todo império e regiões francesas do mundo. Foi ela a intermediária não só entre todo o Norte Africano – Tunísia,Argélia e Marrocos – mas também, desde a inauguração do canal de Suez, o ponto de conexão com todo resto da Ásia, notadamente a Indochina francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato dos franceses não gostarem muito de Marseille, acredito, deve-se um pouco ao fato deles não terem domínio sobre a cidade. Em alguns bairros sente-se verdadeiramente no Magreb, com todos fumando, bebendo café, sem bebidas alcoólicas, todos conversando em alto e bom árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse choque entre o mundo ocidental o oriental é mais antigo que andar para frente e representa um verdadeiro paraxodo para a democracia a Francesa. Há uma forte tensão entre esses dois mundos e difícil é achar um modo de conciliá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os franceses reclamam que os árabes não assimilam os valores da república francesa, extremamente caros a todos cidadãos franceses. Cabe aqui explicação. O tempo atenua tudo. Assim, talvez seja difícil visualizar e sentir o impacto que foi a revolução francesa. Quando pensamos que eles foram o primeiro povo a matar o próprio rei em nome dos direitos de cidadãos -  lembremos que boa parte da Europa ainda mantém seus reis vivos ainda – começamos a ter idéia do que foi essa revolução. A indepedência Americana, ainda que tenha certa influência, nem de perto foi tão dramática e tão forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os franceses tem consciência de quantas cabeças rolaram em nome da igualdade, fraternidade e liberdade. E por isso dá para dizer que esses valores são encontrados no dia-dia por lá. A igualdade e liberdade não são só, como no Brasil, obrigar todas pessoas a comparecer a cada quatro anos em um colégio caindo aos pedaços e digitar uma seqüência de dígitos sem nenhum significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente a França tem classes sociais, ricos e pobres. Mas distância entre elas não é um abismo. Todos aqui tem o direito, e quase de o dever, se vestir bem, de ter elegância, por exemplo. Esses não são atributos exclusivos da nobreza. Talvez isso fique mais evidente quando pensamos na questão de gênero aqui. Não há separação clara, definida entre o que do universo exclusivo masculino e feminino. Um homem continua homem, mesmo se cumprimente seus amigos com beijo e goste de jardinagem. Uma mulher carregará as malas sozinha e fumará uma palheiro no meio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um restaurante, também temos os valores presentes. Muitos acreditam que há uma grande hipocrisia nisso tudo dos merci, dos bonjours. Claro, em muitas situações eles são formais e mecânicos; mas em muitas situações percebe-se sim um sentimento autêntico, um desejo fraterno para que seu dia realmente seja bom, para que você de fato saboreie com gosto a sua refeição. Muitos dos pratos não são nada mais do que a disposição geométrica de ingredientes. O cliente tem toda liberdade para arranjá-los e consumi-los como bem entender. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao ponto, quando colocamos duas culturas fortes, como a Francesa e a moura ( na falta de um termo melhor) lado a lado, temos uma questão complicada. Ambas fazem pequenas concessões. O jeito dos franceses tomarem café e o jeito dos homens se cumprimentarem, com beijos, só podem ser influência moura. Os árabes fazem concessões, aprendem françês, se ocidentalizam. Mas sempre em pequenas doses e à maneira deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em grandes questões, a diferenças continuam gritantes. Lembremos que os mulçumanos não bebem álcool, portanto, não entendem uma grande parcela da cultura francesa. Não são tolerantes com o ateísmo, como a França é (ou teoricamente é), e muito menos com a igualdade de gênero. São problemas inconciliáveis, até mesmo paradoxais. Os árabes, com razão, defendem a cultura deles. É a liberdade de todos serem como quiserem ser.  E daí o paradoxo da democracia: deve ser ouvido aquele que pede o fim da democracia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, os franceses tem a medidade deles para equilibrar a liberdade, a fraternidade e a igualdade. A democracia vira então uma metodologia, algo também muito ao gosto francês. É no mínimo, razoável, que se respeite esse modo Françês, pelo menos dentro da França. O problema ficou mais grave com o passado de imperalismo, de imposição pela força desses ideais. Aí também parece razoável que Argelinos, Marroquinos, Tunisienses sejam respeitados, dentro do seus países. O bom e velho princípio da autodeterminação dos povos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entendendo isso, finalmente entendemos a façanha cultural que é Marseille. Ela é um ponto fora da curva, mas soberana, com uma tensão constante, com a beleza de ser dois mundos em um só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs: Escrito em 12/11/2011&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-1937575120969092400?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/1937575120969092400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/11/la-democracia-francaise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/1937575120969092400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/1937575120969092400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/11/la-democracia-francaise.html' title='La democracia francaise'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-g_XpsvKavp0/TtUV9go_NrI/AAAAAAAAADM/9q47eJc1Pvo/s72-c/Franca%2B1807.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-2327256053339335800</id><published>2011-11-01T21:54:00.001Z</published><updated>2011-11-01T21:56:26.050Z</updated><title type='text'>Sur le point d'avignon</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Passaram-se alguns países desde o último post – Bélgica, Holanda e, porque não, Alsácia. As histórias e as percepções se avolumaram de maneira bastante expressiva de  forma que este será um post bastante comprido. Expliquemos. Estou nesse momento em Avignon, cidade ao sul da França, famosa por ter um papa rebelde. Aqui estou encontrando o ambiente e o tempo para escrever. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre Avignon e Paris, foram as seguintes cidades: Brugges, Bruxelas, Roterdam, Amsterdam, Utrecht, Strasbourg, Besançon, Dijon e Lyon. A idéia não é entrar em muitos detalhes, mas sim no fatos que marcam cada uma das cidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Brugges mereceria um post especial, com o título “De como as más traduções destroem filmes fodas”. Fui a essa cidade ao norte da Bélgica, na região flamenga, essencialmente porque vi no ano passado o filme “In Bruges”, esse, que desde então, é um do meus filmes favoritos no mundo. Depois de conhecer a cidade, tenho sérias dúvidas se ele não passou a ser meu filme favorito. Brugges é algo congelado no tempo, nas penumbras noturnas da idade média. Em qualquer momento do dia se sente a imponência dos sinos, sejam eles religiosos, sejam eles da prefeitura histórica da cidade, símbolo da emancipação do homem e do começo do capitalismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Sim. Depois das cervejas – provavelmente as melhores do mundo – o que mais vale a pena em Brugges é acompanhar a sinfonia de sinos. Vale lembrar que os sinos eram o relógio medieval. Regulavam a vida de todos e simbolizavam o poder da Igreja Católica. Brugges foi uma das primeiras cidades em que as guildas comerciantes se emanciparam, no modelo das cidades livres. E o maior símbolo dessa independência foi construir o prédio mais alto da cidade e controlar o tempo. Algo bastante diferente do que veremos em Strasbourg, por exemplo. Mas entraremos depois em detalhes sobre a catedral de Strasbourg.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;A viagem continua para Bruxelas. Continuamos tendo as belas, maravilhosas cervejas belgas mas constatamos alguns pontos sobre esse país ambíguo chamado Bélgica. Bruxelas poderia ser sim uma cidade na França. Mas não seria tudo. Aqui, como em todo país, você nunca tem certeza de qual língua deve ser utilizada. Francês, Flemish, Holandês, Inglês... uma verdadeira bagunça lingüística, completada pelos órgãos do “estado europeu”. Em bruxelas o que valeu a pena foi conhecer o prédio do Conselho Europeu, o poder executivo da União Européia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Oficialmente, a EU tem 23 línguas. Simplesmente bizarro. Todo documento deve ter versão nessas 23 línguas. Tradutores e juristas, imaginem o tamanho da encrenca. Mas o que os caras estão tentando fazer – o velho sonho de unificação da européia, tentando por tudo mundo desde os romanos – é realmente digno de nota e com certeza, histórico. É exatamente isso que vale a pena ver em Bruxelas: a história sendo feita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Depois da Bélgica veio a Holanda. Pausa. País deveras único. A primeira impressão é de uma Alemanha, canteiro de obras, tudo sendo feito novo depois de guerra. Linhas retas em todos os cantos que os olhos buscarem: nas linhas de trem, nos jardins, na disposição dos guindastes, nas nuvens no céu, geradas pelas turbinas de vários jatos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Mas a Holanda não é a Alemanha porque eles são um porto, um pouco como algumas regiões ao norte da Bélgica. Mas ao contrário do vizinho, os Batavos tem um ligação muito forte com os países nórdicos. O resultado é que a Holanda continua sendo o berço e a principal fonte do liberalismo no mundo. Isso no sentido filosófico. Na Holanda, o individuo tem que ser bastar por si mesmo, algo que latinos e provavelmente boa parte do mundo têm dificuldades de compreender. Aqui, o ser humano desfruta da liberdade, com suas conseqüências naturais. Não espere a condoloscência, o paternalismo, o maternalismo: aqui, o individuo tem que ser original, único e se garantir por si mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Penso que a fonte desse pensamento é o fato da Holanda, desde a idade média, ser um porto e ter que conviver com todas diferenças possíveis do mundo. Quando colocamos lado a lado um indiano vegetariano, um marinheiro inglês, um motorista armênio, um cantor jamaicano, um luterano alemão, começamos a ter idéia do tamanho da encrenca que é o mundo. Os holandeses resolveram inventando o liberalismo: seja o que você quiser, venha aqui vender o quiser, desde que você não me incomode na volta do trabalho para minha casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;A Bélgica teria um bom potencial para ser mais como a Holanda, não fosse a força da cultura francesa, que implica em um formalismo de maneiras maior. No fim, no entanto, Bélgica e Holanda são portos, pontos no meio daquilo que é, e sempre será, o motor, a origem de todas dinâmicas políticas, econômicas, culturais da Europa continental: França e Alemanha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Quando começamos a entender essa dinâmica – que simplesmente explica a toda história européia depois dos romanos – entendemos a importância de uma cidade como Strasbourg. Ela não sabe se é Francesa ou Alemã. Como Bruxelas, foi eleita como um dos símbolos dessa EU.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Strasbourg é a capital da Alsácia, região que de século em século parece mudar de dono: às vezes é independente, às vezes francesa, às vezes alemã. No fim das contas, os habitantes da região preferem falar que são alsacianos. E assim eles evitam o desgaste de maiores explicações. Realmente é muito difícil dizer se eles são mais alemães ou mais franceses. Um alemão dirá que eles são franceses; um francês dirá que eles são alemães.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Strasbourg valeria a pena somente pela catedral, provavelmente uma das mais singulares do mundo. Pelo menos no quesito altura ela ganha tranqüilo: nela, o verticalismo gótico encontra o seu auge. Em Strasbourg, há também o Parlamento Europeu. Mais uma vez, a comparação entre Strasbourg e Bruxelas não seria injusta. Ambas são essa coisa mestiça entre o mundo francês e o mundo germânico. A diferença é sutil entre a quantidade dos ingredientes e alguns pequenos temperos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Depois de Strasbourg, um pouco cansado de todas essa bagunças, comecei a procurar algo mais simples, mais francês puro. Meu projeto inicial seria algum dias em Dijon, o que teve ser modificado por alguns dias &lt;st1:personname productid="em Besan￧on. Devo" st="on"&gt;em  Besançon. Devo&lt;/st1:personname&gt; dizer que a troca não foi desvantajosa. Besançon é capital da Franche-Comté, uma região que -  voilà – também está no limite entre França e Alemanha, mas já puxado para uma mistura suíça, temperada com montanhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;A diferença é que em Besançon eles tem mais clara a identidade Francesa, posto que a região sempre foi palco de várias batalhas, ultimo bastião de defesa do mundo francês. Mas essa pretensa identidade mais pura Francesa, começa  a revelar um substrato mais antigo: dos italianos. Em Besançon as duas culinárias, por exemplo, dividem o espaço de maneira mais cerrada que em outras regiões ao norte. Simbólico ou não, o monumento mais antigo preservado é um arco do início da era cristã erigido em homenagem ao imperador Marco Aurélio. Restícios do período Gálio são poucos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Indo para o sul reencontramos o sol. Não falo exatamente de Lyon, onde pouco fiquei e me emprestou uma impressão industrial. Nem de Dijon, uma cidade que poderíamos realmente dizer mignon. O incrível é como a França se mostra multifacetada no espaço de poucas horas. Talvez seja esse o segredo francês: uma terra de passagem – carrefour - de várias culturas. Falta ainda ver as regiões próximas da Espanha e da Inglaterra. Mas fica a certeza que a França é um país apaixonante.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-2327256053339335800?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/2327256053339335800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/11/sur-le-point-davignon.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/2327256053339335800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/2327256053339335800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/11/sur-le-point-davignon.html' title='Sur le point d&apos;avignon'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-3544869429020756819</id><published>2011-10-17T23:04:00.003+01:00</published><updated>2011-10-18T19:32:21.736+01:00</updated><title type='text'>A tale of two cities</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para muitas pessoas não parecerá inevitável, mas para mim a é a comparação entre Paris e Londres. Tal justaposição, que já teve conotação e denotação de briga, é antiga, muito – e de forma muito melhor – já foi escrito e discutido, com pelo próprio Charles Dickens. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No entanto, meto-me na discussão, mais com o intuito de organizar as minhas próprias impressões particulares de mero turista. Comecemos pelas semelhanças. Ambas tem portes semelhantes (cerca de 10 milhões de habitantes). São mais que simples capitais dos respectivos países: são internacionais, globais, mundiais. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;São hubs logísticos quase equivalentes. Por exemplo, o Heathrow ganha em passageiros, o Charles de Gaulle em cargas; o metrô londrino ganha em extensão, o parisiense em número de estações. São referências em moda e luxo, provavelmente tem os terrenos mais caros do mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Cheguemos às propaladas diferenças. A capital inglesa tem um impacto político econômico um pouco maior enquanto capital francesa ganha no terreno turismo. Se Londres ganha como no quesito “mais capital do mundo”, Paris provavelmente ganha como capital européia no sentido de exercer um maior fascínio nos visitantes do velho continente. Também pudera. É ligeiramente mais bonita. Paris tem um charme, um orgulho próprio diferente de Londres. É mais &lt;i&gt;mignon&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Londres tem em sua vantagem o fato do Império Britânico ter sido maior – aquele no qual o sol nunca se punha – em comparação aos sucessivos impérios e repúblicas francesas. E, obviamente, o fator chave para o maior nível de internacionalização de Londres é a dispersão do inglês como língua franca mundial. Ressalta-se que tal feito tem que ser irmanamento dividido com os EUA. Não fossem os últimos, o inglês e o francês ainda estariam disputando ainda hoje um jogo bastante acirrado por uma liderança apenas simbólica. De fato, não haveria nenhuma língua franca mundial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E vai por terra o primeiro mito, o de que os franceses não falam inglês. E aqui vai outra semelhança não esperada: a facilidade de comunicação em Paris e em Londres são muito próximas. O turista em Paris com algumas poucas palavrinhas mágicas em Francês, inglês intermediário, cortesia e simpatia não terá grandes dificuldades. Londres obviamente não exige francês, mas ao mesmo tempo decepciona todos aqueles que acreditam arranhar um básico ou até mesmo um intermediário &lt;st1:personname productid="em Ingl￪s. Experimente" st="on"&gt;em Inglês. Experimente&lt;/st1:personname&gt; ter que explicar o seu destino para um taxista &lt;st1:personname productid="em cockney. Nem" st="on"&gt;em cockney. Nem&lt;/st1:personname&gt; mesmo americanos conseguem. Na outra mão, o franceses, cumpridos os requisitos formais do bonjour, s´il vous plâit, irão prontamente socorrer o turista perdido em inglês &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em ambas cidades, saindo das zonas turísticas, a língua se torna uma barreira. No final das contas, em ambas capitais, o sucesso do turismo dependerá da capacidade de cortesia e evitar os horários típicos: metrô das 17h às 19h, almoço ao meio dia entre outros, por exemplo. Ambas capitais querem os turistas, mas não querem eles atrapalhando a rotina de seus habitantes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Feita a consideração sobre as línguas, que leva a um quase empate no quesito comunicações, tratemos das duas famosas diferenças: música e culinária. Aqui cabe dizer que temos que nivelar pelo alto. Mesmo que a música de Londres e culinária de Paris sejam campeões unânimes e inquestionáveis, a música de Paris e a culinária de Londres são também ótimos segundo melhores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em resumo, Paris representa a vitória do mundo latino sobre um substrato franco gaulês enquanto Londres representa um mistura indefinida de latinos, celtas, anglos, saxões, indianos e todo resto do mundo. Mesmo que o urbanismo parisiense seja muito mais marcado pela linha reta, em todo resto, vemos um maior nível de passionalidade, que representa um maior grau de incerteza e, portanto, também jazz. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É entendendo essa passionalidade que chegaremos ao que é a culinária francesa: ao entrar em um restaurante, você está entrando no coração do cozinheiro. É possível que seja uma relação pago e recebo. Mas dessa maneira nunca se conseguirá desfrutar do prazer que é um &lt;i&gt;repas&lt;/i&gt; francês. É necessário conversar com o garçon, elogiar, perguntar, questionar os pratos, as possibilidades de combinações, a melhor sequência. Londres não tem necessariamente a mesma passionalidade, posto que tão multifacetada o que gera um padrão quase amorfo, um não padrão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Londres é rock, energia, pub. Paris é jazz, requinte, café. Londres é aquele amigo sempre necessário para encher a cara e ter muita diversão. Paris é uma mulher para se apaixonar por, sofrer, mas não querer viver sem. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-3544869429020756819?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/3544869429020756819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/10/tale-of-two-cities.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/3544869429020756819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/3544869429020756819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/10/tale-of-two-cities.html' title='A tale of two cities'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-7573835525577772609</id><published>2011-09-27T15:54:00.010+01:00</published><updated>2011-09-27T21:18:00.799+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paraná'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colonização'/><title type='text'>Expedição ao Centro do Paraná</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mX62tsQ9icQ/ToHkHuR_zUI/AAAAAAAAACU/iYG1SzlWP00/s1600/DSCF9088.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mX62tsQ9icQ/ToHkHuR_zUI/AAAAAAAAACU/iYG1SzlWP00/s400/DSCF9088.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657053428287786306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Que o Brasil é um país novo, continental, cheio de potencialidades, todos já estão cansados de saber. Mas entre saber isso da televisão, de livros, e o conhecer dos grotões não explorados há uma enorme distância. As aulas de história vêm à cabeça: o Brasil ainda está sendo colonizado.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Saindo da região superpopulosa da faixa litorânea do território nacional, começamos encontrar uma vastidão de terras inabitadas. E não falo dos territórios amazônicos. Falo do centro de um estado no sul do Brasil, a mesoregião centro-oeste do Paraná. Ali é possível observar ao vivo e em cores a dinâmica de formação do território&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mX62tsQ9icQ/ToHkHuR_zUI/AAAAAAAAACU/iYG1SzlWP00/s1600/DSCF9088.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-mXREvGUB8AQ/ToHkdGmI1lI/AAAAAAAAACc/x7KfsaFfZps/s320/DSCF9128.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657053795591968338" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); -webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;nacional: a entrada  da cultura, do capital, da lógica do mundo ocidental em uma imensidão amorfa, dispersa.&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A energia do movimento colonizador - ainda que intensa no golpe - é insuficiente para colocar em movimento o gigantismo do interior brasileiro. Essa é uma empreitada que somente os estados nacionais tem condições de empreender e que, de certa maneira, já acontece disfarçada entre ações ainda não bem coordenadas entre Federação, Estados e Municípios. A longo prazo existe um grande potencial econômica, mas que nenhuma empresa capitalista teria condições viabilizar sozinha em poucos anos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Falemos de maneira mais prática. Essa mesoregião do Paraná, assim como muitas outras regiões brasileira já tem na produção da soja o estado da arte mundial posto em prática. Mas repete os mesmos erros da produção açucareira no século XVI e XVII, da produção cafeeira dos séculos XIX e começo do XX: totalmente integrada com o comércio internacional, totalmente separada do meio social cultural econômico da região em que são produzidas.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mX62tsQ9icQ/ToHkHuR_zUI/AAAAAAAAACU/iYG1SzlWP00/s1600/DSCF9088.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-R5LMhoLmf9Q/ToHk91NXBvI/AAAAAAAAACk/ASTCs4UhTmE/s320/DSCF9169.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657054357860321010" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Toda essa soja produzida vai crua para fora. A soja não faz parte da culinária nacional, não existem pratos típicos, não é processada aqui. Quando comparamos a cultura do trigo com a da soja, percebemos o quão discrepantes elas são. Aí caberia aos brasileiros perceber que a soja pode ser o trigo do novo milênio, poderíamos desenvolver toda um indústria em cima dele, produzir receitas, fazer cerveja de soja. Isso se ficarmos limitados à soja, mas quantas mais culturas poderíamos desenvolver no vastos campos do interior do Brasil?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Saindo do terreno agrícola, existe o potencial turístico. É um pontecial, mas que está muito longe de ser aproveitado. Foz Iguaçu desvia uma parcela do fluxo turístico brasileiro, mas carece de estar integrado a uma rede: o turista que vai a Foz Iguaçu para ver as cataratas, poderia ser direcionado para o interior do estado. Há belas passaigens, possibilidade de roteiros ecológicos, rallys, hotéis-fazenda, rafting, outros esportes radicais, turismo gastronômico (isso se houvesse culinária típica). &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Podíamos ainda falar das enormes quantidades de energia renovável, hidroelétrica, eólica; falar do aquífero guarani...&lt;/p&gt; &lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-X11LNgVzPts/ToH7drwn6WI/AAAAAAAAAC0/U8eUw2sWd74/s200/DSCF9263.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657079094335498594" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Tudo isso é o potencial. Poderíamos ser uns EUA em termos econômicos. Mas somos o Brasil porque uma região com o potencial como a Centro-oeste Paranaense é justamente aquela que ostenta um dos piores indicadores sócio-econômicos do Sul, compatível com as regiões pobres de todo resto do Brasil. Tudo está para ser feito lá, não há escolas, não há população, o estado brasileiro começa a atingir essa região apenas nas últimas décadas. Há um vasta planalto a ser desbravado, a ser colonizado.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;O Brasil pode ser o país do futuro. Com muita imaginação dá para imaginar um país, uma potência do hemisfério sul. Mas para transformar a atual realidade nessas quimeras engendradas pela imaginação há a necessidade de uma dose gigante de trabalho, energia. Coisa que um século de trabalho intenso talvez resolvam.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dtkaEN1UJkA/ToH8BKZLIGI/AAAAAAAAAC8/883vFEdaAgM/s1600/DSCF9135.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-dtkaEN1UJkA/ToH8BKZLIGI/AAAAAAAAAC8/883vFEdaAgM/s320/DSCF9135.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657079703854063714" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Não adianta apressar o passo, como alguns políticos querem fazer. O que precisamos é de projetos estratégicos de longo prazo para o Brasil. Uma passo por vez, de maneira sustentada, construindo uma instituição por vez, de maneira organizada. Hoje em dia temos o dinheiro público despejado de maneira atabalhoada por essas regiões. O acerto dessas políticas está em reconhecer a necessidade de se investir no interior do Brasil. O erro está na estratégia de espalhar os recursos sem ordenamento, sem nenhuma lógica de estado. Essa estratégia segue a velha lógica da colonização portguesa “em se plantando, tudo se colhe”. Mentira. O que essa política produziu foram séculos de subdesenvolvimento do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yR3KvVt5NrU/ToH9SuZll0I/AAAAAAAAADE/N6zWPqbNsQo/s1600/DSCF9449.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-yR3KvVt5NrU/ToH9SuZll0I/AAAAAAAAADE/N6zWPqbNsQo/s320/DSCF9449.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657081105088878402" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;O dia que começarmos a pensarmos um pouco mais a longo prazo, arrumar os erros estruturais brasileiros com seriedade (educação, transportes, violência, sistema jurídico), daí sim estaremos criando as condições de crescimento de longo prazo. Só assim poderemos ser de fato essa potência do hemisfério Sul de que falam alguns presidentes, the economists da vida e outros. Sejamos realistas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais fotos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/media/set/?set=a.286536514706319.89909.100000499197153"&gt;http://www.facebook.com/media/set/?set=a.286536514706319.89909.100000499197153&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-7573835525577772609?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/7573835525577772609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/09/expedicao-ao-centro-do-parana.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/7573835525577772609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/7573835525577772609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/09/expedicao-ao-centro-do-parana.html' title='Expedição ao Centro do Paraná'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mX62tsQ9icQ/ToHkHuR_zUI/AAAAAAAAACU/iYG1SzlWP00/s72-c/DSCF9088.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-7691708624961434564</id><published>2011-09-10T18:53:00.000+01:00</published><updated>2011-09-10T18:54:17.698+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curitiba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Céu'/><title type='text'>Os céus de Curitiba</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tá no Brasil, mas não é bem Brasil e não é bem assim Europa. O fato é que o céu pode ser qualquer coisa de britânico às vezes. Proporcionou ontem um espetáculo de cores em diversos atos. O dia começou conturbado. Não sabia se chovia fino, garoa fria, ou se chovia forte, gotas gordas. Mas provavelmente ficou num nublado indeciso. Na tarde, foi absoluto: foi cinza. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Então veio o céu do final de tarde como uma surpresa para todo sul do Brasil. Um vermelho aroseado que talvez só Van Gogh soubesse pintar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acompanhado de músicas veio a noite. Dela se fez o que se devia e se cabia, pouco do que se sabia mas um tanto do que se podia. A luz amarela dos postes, quase um vermelho gasoso, com a neblina branca fez o habitual laranja da noite Curitibana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na madrugada a neblina venceu. Dominou não só o céu, como desceu à terra. E o resultado foi uma imersão &lt;st1:personname productid="em algodão. Um" st="on"&gt;em algodão. Um&lt;/st1:personname&gt; branco que a tudo engolia, escondia os mais altos pinheiros, disfarçava os robustos prédios e os seres erráticos confundia. Mais forte que a fog londrina ou que as brumas de Avalon. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Depois de tudo isso, veio um outro tipo de vermelho, o da aurora, com tons profundos de marrom. Prenúncio de um novo dia, esse azul, mais ao gosto brasileiro. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-7691708624961434564?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/7691708624961434564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/09/os-ceus-de-curitiba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/7691708624961434564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/7691708624961434564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/09/os-ceus-de-curitiba.html' title='Os céus de Curitiba'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-6316468583967286690</id><published>2011-08-24T14:50:00.007+01:00</published><updated>2011-08-24T15:32:51.504+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viajar'/><title type='text'>A arte de viajar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4tUGpdmESDs/TlUDEKO3YnI/AAAAAAAAACE/9gb1D1GkJBU/s1600/0315-0156_haeuser_in_der_provence.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 316px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4tUGpdmESDs/TlUDEKO3YnI/AAAAAAAAACE/9gb1D1GkJBU/s400/0315-0156_haeuser_in_der_provence.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644421077979849330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Paul Cézanne&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Já dizia o ditado que o melhor da festa é o antes. Às viagens também cabe raciocínio análogo. Pouco mais de um mês do embarque para França, estou naquela gostosa etapa de planejar, pesquisar, imaginar minha viagem. Foi nesse trabalho que me veio às mãos esse &lt;i&gt;A arte de viajar&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;, de Alain Botton. Mais que um guia de viagem, ele é um pequeno ensaio sobre como enxergarmos o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Professor, escritor, filósofo, o suíço radicado em Londres Alain Botton  traz relatos de diferentes viajantes na história recente e as compara com as impressões subjetivas do autor em suas próprias viagens. Uma discussão permeia a obra: a diferença entre a apreensão da realidade pelo artista, pelo viajante e pelo local. Recorrendo a filósofos como Pascal e Nietzsche, Botton relembra da infinita complexidade da realidade e a impossibilidade da sua completa apreensão pelo ser humano. Cada um dos três – o artista, o viajante e o local - busca elementos diferentes na realidade. A mensagem do livro parece ser que viagens, no fim das contas, são para descobrir o que vai dentro de nós mais do que vai fora.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Mesmo que autor tenha esmiuçado como e porque invariavelmente encontramos decepções em destinos que esperávamos promessas de paraíso, o fascínio que o distante exerce sobre o ser humano é uma força imanente. Por mais que nosso racional tente antecipar e calcular com exatidão as circunstâncias da viagem futura; por mais que nos cerquemos de todos relatos e informações sobre o destino, sempre fica uma pontinha de esperança, uma porcentagem mínima, mais possível, de que lá ainda é possível o paraíso que aqui já se mostrou decaído.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Talvez a felicidade seja essa mesma de vagar, sempre alimentar esperanças, sabidas pela razão quimeras, mas necessárias ao coração. Assim, a frase que escolheria do livro, não seria alguma de Buttom – ainda que o estilo do autor fosse até profícuo no cunhar boas passagens. Seria de Baudelaire:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-4EWDkpwAJGk/TlUDWyQ44nI/AAAAAAAAACM/rEcPQfLZ4qM/s320/monet.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644421397963399794" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 231px; " /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4tUGpdmESDs/TlUDEKO3YnI/AAAAAAAAACE/9gb1D1GkJBU/s1600/0315-0156_haeuser_in_der_provence.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4tUGpdmESDs/TlUDEKO3YnI/AAAAAAAAACE/9gb1D1GkJBU/s1600/0315-0156_haeuser_in_der_provence.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;i&gt;Vagão, leva-me contigo!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;i&gt;Navio, carrega-me daqui!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;i&gt;Leva-me para longe, bem longe. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;i&gt;Aqui a lama &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;i&gt;é feita das nossas&lt;/i&gt; &lt;i&gt;lágrimas!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="text-align: right; margin-bottom: 0cm; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Claude Monet&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; O artista e o viajante são no fundo a mesma pessoa e aspiram ambos às mesmas coisas. É o sonhador do Dostoiévski: vê o muro e pensa, o que há depois dele? Vê a realidade e pensa, é possível outra? O artista inventa um novo mundo. O viajante tenta descobrir um outro mundo. Ambos fogem da lama local, feita de nossas lágrimas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; Mas, para deixar o post mais divertido, vão aqui algumas perólas reunidas no livro:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Huysmans relata que o Duc des Esseintes morava sozinho numa grande vila nos arrebaldes de Paris. Ele raramente saía, para evitar o que chamava de feiúra e estupidez de outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Revolta-me estar de volta a este país maldito onde se vê o Sol no céu quase tantas vezes quanto se vê um diamante na bunda de um porco.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt; 	Flaubert, reclamando da França (Normandia, para ser justo)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Na primavera de 1790, um francês de vinte e sete anos, Xavier de Maistre, empreendeu uma viagem pelo próprio quarto, tendo mais tarde dado o seguinte título ao relato do que havia visto: &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal; "&gt;Viagem pelo meu quarto&lt;/span&gt;&lt;i&gt;. Satisfeito com suas experiências, em 1798 De Maistre empreendeu uma segunda viagem. Dessa vez, ele viajou à noite e se aventurou a chegar até o peitoral da janela, dando mais tarde o seguinte título a seu relato: &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal; "&gt;Expedição noturna pelo meu quarto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-6316468583967286690?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/6316468583967286690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/08/arte-de-viajar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/6316468583967286690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/6316468583967286690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/08/arte-de-viajar.html' title='A arte de viajar'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4tUGpdmESDs/TlUDEKO3YnI/AAAAAAAAACE/9gb1D1GkJBU/s72-c/0315-0156_haeuser_in_der_provence.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-8675606023661593437</id><published>2011-03-16T19:30:00.003Z</published><updated>2011-03-17T14:27:48.691Z</updated><title type='text'>O ABC do IFPR</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Desde o meu ingresso no IFPR, em agosto de 2010, a incompreensão, a impotência e a angústia, foram os mais fiéis companheiros de trabalho. Na minha carreira profissional/acadêmica sempre valorizei a competência, o trabalho duro e a crença de que sempre podemos e devemos fazer melhor. Desde o começo tentei fazer o meu melhor aqui, mas as dificuldades foram muitas. Não sei se era simplesmente ignorado, não ouvido. Mas sei que da falta de um diálogo razoável resultou o sentimento de incompreensão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;A impotência foi constatada quase que concomitantemente. É normal as pessoas terem concepções diferentes. Calculei eu que, vendo os resultados do meu trabalho, um diálogo, em bases mais elevadas, poderia surgir. Foi quando percebi a ausência de meios e poderes para agir. Impotência. Privado do diálogo e do trabalho – elementos básicos do ser na condição humana – adveio, então, a angústia. A solidão na multidão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;De certa maneira, pode-se dizer que a campanha eleitoral começou em janeiro. A gestão, depois de um rápido concílio, já anunciava quem seria o seu candidato a reitor. E eu, ali naquela prisão insular de trabalho, não dei muito importância. Estava mais preocupado com minha angústia. Veio então uma voz insurgente, praticamente um grito sufocado. Não gosto da imagem por deveras piegas, mas esse grito reascendeu as esperanças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Aos poucos, fui percebendo que mais pessoas estavam na mesma situação minha. A incompreensão foi desaparecendo. Havia colegas para conversar, para o diálogo. Então voltei a trabalhar e poder expressar meus pontos de vistas. Em um desses pontos de vista, apresento um ABC analisando a presente gestão do IFPR.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;E já me adianto. Não é imparcial. É totalmente parcial. Afinal, a política é o campo em que a opinião engendra a ação subjetiva e, a última, tem reflexos coletivos. Quem não concordar, convido com intuito de esmiuçar ponto a ponto. A política também é arte de estabelecer consensos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;A – Autoritarismo &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;No autoritarismo, os superiores não ouvem os inferiores e centralizam as decisões e as informações. Os de cima determinam e os de baixo apenas executam. Brinca-se que no IFPR há os pensadores e  a há os executores. O autoritarismo é sempre um movimento de anulação da individualidade dos inferiores. No fundo, sempre há uma fraqueza (moral, intelectual, técnica) dos superiores autoritários, os quais lançam mão de um poder externo para sustentar a relação de dominação. Superiores não autoritários são aqueles que conseguem a convergência voluntária e consciente dos inferiores. Os últimos não se vêem anulados, mas sim complementados, inseridos em uma lógica superior. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;B – Burocracia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O IFPR está muito longe do ideal de uma organização burocrática. Weber definia a burocracia como a forma de poder em que a racionalidade (a técnica) impera e justamete por isso, ela seria a mais indicada para a gestão da coisa pública. Decisões balizadas pela racionalidade, embasadas em dados, estudos científicos são ainda um sonho no IFPR. Isso dá dimensão do nosso atraso, pois não conseguimos nem mesmo aplicar um modelo de organização que já está superado. Isso quando deveríamos nascer já como uma instituição modelo para o século XXI.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;C – Comunicação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Os bancos da faculdade de jornalismo ensinaram-me que comunicar é tornar algo comum. Nas organizações, a comunicação tem dois momentos, um interno e outro externo. Para a análise interna da comunicação, ver os verbetes Transparência e Zumbidos. Externamente, o IFPR tem um deficiência grave comunicativa. Para constatar tal deficiência, precisamos simplesmente sair perguntando para as pessoas na rua quem sabe o que é o IFPR. Não vale conhecer a UFPR, UTFPR. Afinal, somos ou não a mesma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;D – Democracia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A arte de criticar não é exercida em nenhuma âmbito do instituto. Definitivamente a democracia não é um sistema fácil de aplicar. Exige pessoas extremamentes conscientes, comprometidas e que respeitem a opinião alheia. Mas sem nenhuma dúvida, é ainda o melhor sistema de poder que humanidade já produziu. Alguém precisa avisar a presente gestão dessa novidade administrativa inventada por uns gregos aí. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;E – Expansão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Feita de maneira desorganizada, não planejada e sem nenhum compromisso com a qualidade. Onde está a previsão de chegar a 15 campi no PDI? Mas dá para entender o sentido que a gestão vê nessa expansão. Ela atende à lógica do governo fazer estatísticas sobre a educação. E como a gestão está  umbilicalmente ligada com pessoas passageiras no governo (e não necessariamente com Estado brasileiro),  não questiona essas políticas, pois do contrário alguém poderia perder alguma boquinha no governo. Onde está o nosso ex-reitor? Onde estavam os candidatos a reitor antes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;F – Fisiologismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Um dos mais graves problemas da administração pública brasileira tem um capítulo especial no IFPR. As escolhas aqui parecem ser feitas em base de relações pessoais, em interesses particulares, tudo no famoso tomacádálá.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;G – Globalização&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A presente gestão simplesmente parece que não vive no século XXI. O IFPR está à margem de qualquer parâmetro internacional de educação. Quantos alunos, professores, técnicos nossos estão no exterior? Quantos estrangeiros recebemos por ano?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;H – Hipopotismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O Fenômeno terminou a carreira em parte pelo problema de hipotiroidismo. Recebeu até mesmo uma maldosa alcunha de Gordômeno. Estava muito “grande” para poder executar seus movimentos com qualidade. Qualquer semelhança com o IFPR, é uma mera coincidência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;I – Incompetência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A incompetência advém como resultado da aplicação de certos valores  (letras A, F, P, X) e pela ausência de outros (B, C, D, G, K, L, M, Q, T, U, V)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;J – Justiça&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal"&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;Esse não é um valor que deve ser exclusivo do poder judiciário.  A senso de justiça é um dos principais fatores que estão ligado ao bom desempenho e à motivação de funcionários. As regras devem ser claras para as punições e para as premiações. Se alguns se dão bem sem motivos claros para isso, não temos justiça e, portanto, temos um fator de desmotivação e improdutividade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;K – Know/how&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A expressão inglesa traz dois dos três elementos necessários para a competência, definida como a junção dos saberes teóricos, práticos e das atitudes do indivíduo (conhecimentos, habilidades e atitudes). Nenhum deles sozinho é suficiente para termos a  competência. Know/how, sem um compromisso ético por exemplo,  é incompleto e pode ser tão ou mais perigoso para a vida organizacional quanto indivíduos com atitudes corretas mas com carências nos outros saberes. Pensemos: que tipo de gestão por competência temos no IFPR? Os professores ministram aulas nas suas áreas de competência, os gestores são escolhidos dentro do seus meios de atuação?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;L – Liderança&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É o problema mais grave da presente gestão, em todos os níveis organizacionais. O IFPR vive uma verdadeira crise generalizada de liderança, justamente em uma fase crítica de sua vida, em que a cultura organizacional ainda está em processo de consolidação. Nesse momento, as lideranças têm uma influência muito maior do que teriam em organizações já maduras. Daí a importância capital desse processo de eleição. Ainda é tempo de corrigir o rumo que o instituto tem tomado. É necessário uma mudança forte para iniciar a consolidação de uma nova cultura, da excelência do ensino, da qualidade, da competência. Ainda temos a chance de criar uma instituição do século XXI. No entanto, se o reitor eleito reforçar a cultura organizacional em voga, o IFPR estará entrando um círculo vicioso: lideranças sendo criadas dentro de uma  cultura não de resultados e que posteriormente a reforçam.  A cultura organizacional depois de consolidada é difícil mudança. Uma decisão errada nessa fase delicada da vida institucional irá ter graves consequências, pois poderemos perder a oportunidade histórica de criar uma instituição referência, com uma gestão do século XXI. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;M – motivação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Para que motivar se é mais fácil mandar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;N – Natureza&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Parece que a consciência de todos fica satisfeita somente com a criação de um curso de agroecologia. Isso seria suficiente. Todos os outros setores poderíam imprimir folhas à vontade, por exemplo. Nossos prédios (quer dizer, alguns não são bem nossos posto que alugados) tem projetos sustentáveis de reaproveitamento de água, economia energética? Que exemplos passamos para nossos alunos nessa área?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;O – Organização&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Bom senso é o melhor guia para a organização. Não é necessária nenhuma faculdade de administração para conhecê-la e praticâ-la. Portanto, qualquer pessoa pode dizer se o IFPR é ou não organizado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;P – Personalismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Diz a lei que o IFPR deveria ser algo público, impessoal. Mas quando há setores que só podem ser designados pela pessoa que o ocupa, algo anda no mínimo mal. Isso sem falar na relação quase paternal (ou seria patriarcal) que muitos tem com o IFPR. Os historiadores podem dizer melhor do que eu em que período encontramos ótimos exemplos desse tipo de relação na gestão pública. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;Q – Qualidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Eis aí uma palavrinha que dá pano para manga. Mas ao contrário do que vemos no senso comum, é possível sim discutir qualidade em bases minimamente científica, sem confundir qualidade de gestão com gosto particular. Qualidade na gestão é padronização de serviços, pesquisa das melhores práticas em um setor específico (o famoso benchmarking), elaboração de índices. Na educação, qualidade quer dizer formar cidadões e profissionais críticos, participativos, competentes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;R – Rabo preso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Eu não tenho. Você tem? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;S – Sucessão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Alguém acredita que com toda alta cúpula apoiando um determinado candidato, haverá as mudanças que são urgentes para o IFPR? Como falava no verbete sobre liderança, é muito difícil que um candidato lançado no seio da cúpula da atual gestão possa representar mudança. É um contrasenso, para não dizer uma ofensa a inteligência das pessoas. A  atual cultura organizacional só existe porque existiram lideranças que até o momento assim a alimentaram. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;T – Transparência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ha mais coisas entre a cúpula da reitoria e o chão de fábrica dos campi que sonha nossa vã filosofia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;U – Unidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Já havia tocado no assunto em artigo anterior nesse blog. Uma das consequências da falta de planejamento é a dispersão de ações. A falta de unidade. Só não confundamos a unidade fruto do consenso democrático com aquele imposta pela força. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;V – Visão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Como fruto do autoritarismo, como falta de planejamento bem feito, nínguem sabe extamente o que somos e para onde iremos. A presente gestão carrega ainda os valores da escola técnica, raciocínia como um órgão intermediário. Não consegue pensar com a audácia que se espera de um órgão federal diretamente relacionado com o desenvolvimento de uma economia que pretende estar entre as quintas maiores em cinquenta anos. Estamos preparados para esse desafio? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;W – 5W2H&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Uma metodologiazinha de planejamento básica, mas que se fosse aplicada em todas atividades e ações do IFPR já faria uma diferença brutal. Trata-se de se fazer as seguintes perguntas para tudo o que formos fazer: o que? quem? O que? Como? Porque? Quando? Quanto? Ah, isso serve também ajuda na hora de escrever o&lt;i&gt; lead&lt;/i&gt; do texto jornalístico. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;X – Xenofobia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É o medo do que vem de fora, em oposição ao cosmopolitismo. Estamos mais próximos de qual dos dois extremos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;Y – Yes, sir.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Só para lembrá-los que aqui uns mandam, outros obedecem. (Confesso que não me veio à cabeça nenhum termo melhor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;Z - Zumbidos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É um modo de comunicação muito popular aqui no IFPR.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-8675606023661593437?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/8675606023661593437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/03/o-abc-do-ifpr.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/8675606023661593437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/8675606023661593437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/03/o-abc-do-ifpr.html' title='O ABC do IFPR'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-58219377140237077</id><published>2011-03-01T18:19:00.001Z</published><updated>2011-03-01T18:22:53.444Z</updated><title type='text'>Porque planejam os homens</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;Um homem prevenido - ou planejado, como queiram - vale por dois. Como boa máxima que é, essa frase me esquece a origem no momento. Apostaria, no entanto, em um berço militar. Sim, porque, na possibilidade da arte da guerra ter nos herdado algo positivo, ela seria provavelmente as bases da ciência administrativas atuais. Na história não são poucos os exemplos de exércitos menores subjulgando outros muito maiores. Para ficar na cultura cinematográfica, poderíamos citar a clássica defesa do desfiladeiro das Termópolis, por Leônidas, e outra batalha semelhante -  lutada sobre uma ponte estreita – em Stirling envolvendo escoceses  e ingleses. O segundo exemplo foi recriado, como uso de toda liberdade poética possível, por Mel Gibson no filme Coração Valente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;O que esses exemplos apenas ilustram é como recursos, no caso homens, podem de fato ter seu emprego multiplicado quando há planejamento. Infelizmente no Brasil o planejamento não é lá algo muito popular. Muitos falam nele, mas poucos de fato estão familiarizados com a sua utilização. O planejamento é visto como momento de especulação abstrata inútil sobre o futuro, como simples perda de tempo. Aqui, a preferência é sempre por ir tocando as atividades e durante a execução corrigir eventuais erros. Nosso grande equívoco. O desperdício gerado pelos ajustes e erros na fase de execução são maiores que o pretenso “desperdício” de tempo da fase de planeja&lt;span style="background: transparent"&gt;mento. Isto é notório em qualquer relação, seja no nível pessoal, seja no social. Não é necessário experiência acadêmica para constatá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;Claro que a descrença do brasileiro no planejamento não é gratuita. Estamos mais acostumados a ver exemplos de planejamentos falhos, pouco ou nada científicos, o que torna-nos ótimos descrentes. Nossa própria historiagrafia oficial prefere uma versão de uma descoberta ao acaso, de Naus “desviadas” de seu curso, a uma versão em que aqui vieram como parte de uma trajeto previamente planejado. Estamos há séculos nesse círculo vicioso: planeja-se mal, executa-se mal, culpa-se o planejamento, desacredita-se o planejamento, planeja-se ainda pior. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;Metodologias de planejamento&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;Planejar é, em essência, a atividade de estabelecer hipóteses e cenários sobre o futuro. Quanto mais consistentes forem eles, melhor será o planejamento. Para construir cenários realísticos, a administração lança mão de diversos recursos, principalmente os de cunho científicos: teorias, metodologias de levantamento e análise de informações, opiniões de especialistas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;De posse desses cenários, começa o trabalho positivo da administração. As hipóteses e cenários são categorizadas de acordo com as probalidades de ocorrência, bem como sobre os impactos que trazem. Analisa-se o meio externo da organização. Analisa-se a disponibilidade de recursos, o atuais e as possibilidades futuras. Chega então o momento da elaboração de preposições positivas, estabelecer a identidade organizacional (missão, valores, visão), objetivos a longo prazo, estratégias, metas, planos táticos, operacionais. Enfim, toda terminologia que todos já viram em algum momento ou outro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;Planejamento no IFPR&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;A análise dos documentos administrativos mais importantes do IFPR (o Plano de Desenvolvimento Institucional e o Planejamento Institucional 2011) nos fazem refletir sobre como o planejamento tem sido trabalhado e concebido internamente. Todos podem fazer um teste simples para ver se o planejamento é uma realidade dentro do IFPR: o quanto do meu trabalho do dia-dia está previsto em um planejamento maior, estratégico? Quantas horas de trabalho são dedicados a pensar em minhas metas? Eu tenho clareza de como meu trabalho está sendo refletido em uma melhor educação? Meus valores pessoais e opiniões estão de acordo com o que tem sido feito? Acredito que minhas ações são as melhores para o IFPR e para a educação do Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;Confronte suas opiniões com a de seus colegas. Se não houver respostas claras, se houver divergências, há grandes chances do planejamento ter falhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;O planejamento deve fazer um homem valer por dois, como comentávamos no começo do artigo. Essa mágica é feita através dos famosos alinhamento ou convergência estratégica de recursos. Pessoas atuando na mesma direção, com os mesmo objetivos e compartilhando valores terão resultados mensuráveis, concretos, sempre melhores. Pessoas desalinhadas estrategicamente desperdiçam o esforço e o trabalho em diversas direções. Nínguem vê o fruto concreto do trabalho e o resultado é a frustração de ver o tempo e, portanto, a vida evair-se. Os anos irão passar todos e então lembraremos: o que eu fiz de útil naquele 2011?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small; "&gt;As eleições estão aí. É o momento de questionarmos o que queremos do nosso Instituto e assumirmos corajosamente nossas opiniões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Nota: O IFPR, onde trabalho, está em período de campanha eleitoral para a escolha do novo reitor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-58219377140237077?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/58219377140237077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/03/porque-planejam-os-homens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/58219377140237077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/58219377140237077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2011/03/porque-planejam-os-homens.html' title='Porque planejam os homens'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-8913384367259748291</id><published>2010-06-01T20:21:00.009+01:00</published><updated>2010-06-01T21:05:53.805+01:00</updated><title type='text'>O nosso democrático Estado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/TAVfV-RNaAI/AAAAAAAAABg/cEuuGveWLoA/s1600/IMG_8190.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 265px; height: 177px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/TAVfV-RNaAI/AAAAAAAAABg/cEuuGveWLoA/s320/IMG_8190.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477889352863148034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Espanto e, principalmente, tristeza são o que sobressai de mais uma rodada de diálogo entre Estado e sociedade em Florianópolis sobre o transporte público da capital. As cenas repetidas todos anos, de estudantes, jornalistas, tolhidos pela violência policial do direito de opinião, são sintomas inconfundíveis de que algo ainda anda muito mal em nossa sociedade. Não falo especificamente da passagem mais cara do Brasil, mas de problemas mais profundos.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Qualquer pessoa que mora em cidades com mais de 300 mil habitantes já sente na pele dois flagelos desse Brasil do terceiro milênio: violência e transporte urbano. Sob diversas faces – assaltos, má educação das pessoas, intolerância, truculência policial – a violência já é algo que  há décadas incomoda o país. Não convém entrar em detalhes, posto que o assunto é, por si, autoexplicativo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;A questão do deslocamento urbano é tema urgente. Completamos meio século de indústria &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;automobilística instalada em nosso país. Juntamente com políticas equivocadas, como descaso com transporte público, reduções de IPI, financiamento privado destinado a compra do carro próprio, chegou-se a um ponto de colapso do transporte dentro das grandes cidades. Engarrafamentos são deseconômicos sob todos pontos de vista, poluidores, e verdadeiros estorvos para quem dirige.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Não sei se a população de Florianópolis está atenta para ambos problemas. Mas parte da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;juventude manezinha demonstra, no entanto, desde 2003, ter percebido a conexão entre o gargalo econômico social do transporte e a evidente solução, investimento em transporte público eficaz e eficiente. Por isso, desde daquele ano vem se manifestando com menos ou mais força contra decisões públicas que apenas pioram os problemas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/TAVfB-ZnGUI/AAAAAAAAABQ/8dN24f_LuC8/s1600/8245130.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 252px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/TAVfB-ZnGUI/AAAAAAAAABQ/8dN24f_LuC8/s320/8245130.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477889009301002562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eis então que releva-se um outro problema muito mais grave. Demonstrando total ignorância, ou puro desrespeito, aos processos democráticos de diálogo social, o Estado Catarinense sistematicamente sufoca as manifestações com a elite militar que tem à disposição, as tropas do GRT (o BOPE de SC). Desproporção de força é pimenta nos olhos dos estudantes, com o perdão do mau gosto do trocadilho. Maliciosamente, confundem-se cidadãos em pleno gozo de seus direitos políticos com criminosos e baderneiros. Como somos um país violento, anestesiados, perdemos lentamente o juízo e a noção do que seja uma discussão social pacífica e democrática. Social ainda é caso de polícia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o Estado não se equivoca assim sem fortes motivos. A chave da explicação passa por Raymundo Faoro, um quase catarinense de Vacaria e que tive a felicidade lê-lo na biblioteca da Udesc, local que assistiu de camarote a ação do GRT nesse mês. No clássico &lt;i style=""&gt;Os donos do Poder, &lt;/i&gt;Faoro retomava o conceito de Weber sobre o estado patrimonial para explicar a política brasileira. Herança lusitana, o estado patrimonial é aquele em que uma minoria social domina o estado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ingênuamente, pensa&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/TAVfPDyOwII/AAAAAAAAABY/GGi0p2SzOC8/s1600/IMG_8260.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 268px; height: 179px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/TAVfPDyOwII/AAAAAAAAABY/GGi0p2SzOC8/s320/IMG_8260.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477889234084741250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;va que a evolução do estado brasileiro e a nossa “pujante” economia democrática tornariam tal explicação teórica cada vez mais desnecessária. Ledo e triste engano. Santa Catarina é o exemplo vivo de como o estamento político, famílias Bornhausen, Amim, Berger, se apropriam do estado e assim o utilizam contra os interesses antagônicos, mesmo quando os últimos são legítimamente populares. Só não vê quem não quer. Em nome de um situação favorável a uma elite política, retira-se violentamente do povo dois direitos de um só vez: o de opinião e de livre deslocamento pelas cidades.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei se sou pessimista. Admiro amigos meus que nesse certame público já levaram bala de borracha, pimenta no olho, foram presos. Mas nessas horas fico muito descrente com um final feliz para a história. Penso que a solução passaria para uma discussão nacional, fugindo da arena política viciada dessa minha querida Santa Catarina. Mas ao mesmo tempo, temo que tal estrutura de poder se repita em âmbito nacional – explicando porque em uma década, século, pouco foi mudado. Eleições estão próximas. Vejamos o que acontece.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fonte fotos:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2912336.xml&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;http://sambaquinarede2.blogspot.com/2010/06/blog-post_828.html&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-8913384367259748291?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/8913384367259748291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/06/o-nosso-democratico-estado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/8913384367259748291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/8913384367259748291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/06/o-nosso-democratico-estado.html' title='O nosso democrático Estado'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/TAVfV-RNaAI/AAAAAAAAABg/cEuuGveWLoA/s72-c/IMG_8190.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-6352903826953214421</id><published>2010-02-17T17:42:00.002Z</published><updated>2010-02-17T17:49:19.670Z</updated><title type='text'>Glasgow</title><content type='html'>A terceira maior cidade do reino Unido, depois de Londres e Birmingham, nao eh tao grande assim para impressionar o viajante na primeira visao. Fiquei duas noites e no primeiro dia ja eh posssivel ter uma boa ideia do tamanho cidade e do respectivo centro. Mas tambem nao eh tao pequena a ponto de dois dias bastarem para enjoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrario de londres, por exemplo, aqui podemos encontrar uma cultura breta (estou sem til, quer dizer, relativo a bretanha) relativamente intacta. Isso significa um ingles bastante dificil de entender. Posso estar enganado pelo raciocinio, mais pela dominacao normanda nao ter chegado a Escocia, o acento deve ter bastante do Old English, muito influenciado pelo Noruegues antigo dos Vikings. Tem horas que eles parecem estar falando alemao, qualquer coisa assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando a lingua, sao um povo muito atencioso e dispostos a ajudar o turista. Alias, vi muito pouco dos ultimos, para nao dizer nenhum. O que eh otimo. Depois de semanas em Londres, ouvindo todo tipo de lingua, todo tipo de ingles macarronico bizarro, eh bom se sentir em um local tranquilo, com um tipo so de gente. Afinal, estou visitando UK. Se quissese gente falando indiano, chines, arabe, iria para Asia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que da a tonica de Glasgow eh a vida universitaria forte - tres universidades pelo que vi - e um passado industrial que resultou em uma cidade forte economicamente. Tem algumas regioes nao tao bonitas e outras lindissimas, como a da propria Glasgow University. Os Glaswegien sao mais alternativos para se vestir que os londrinos. Usam mais colorido e nao so preto em tudo. A cidade tem um vida cultural forte, com varios teatros, museus, bandas e artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De peculiar, a mao-de-obra pouco qualificada eh meio escassa por aqui. Muitos servicos automatizados. Fui em um Delivery de pizza, por exemplo, que eles nao entregavam a pizza. Voce tem que fazer o pedido pelo telefone e depois ir la pessoalmente buscar. Sao Paulo poderia exportar uma tonelada de motoboys para eles. Alias, se o assunto eh velocidade, os Glawegien tambem gostam de pisar no acelerador. Cuidado redobrado ao atravessar as largas avenidas. Aqui, eles tambem dirigem na direita - so que nao tem nenhum recado amigo no chao, look right.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-6352903826953214421?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/6352903826953214421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/glasgow.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/6352903826953214421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/6352903826953214421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/glasgow.html' title='Glasgow'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-1411238602638424430</id><published>2010-02-07T18:23:00.002Z</published><updated>2010-02-07T18:51:53.953Z</updated><title type='text'>A morte</title><content type='html'>Passei essas duas semanas tentando entender a diferenca entre o Brasil e a Europa, Inglaterra mais precisamente. Nao eh nem tanto a diferenca de idade, mas ao que essa diferenca resulta. A diferenca essencial parece ser como a morte eh encarada aqui na Europa em contraposicao ao modo brasileiro. Bem da verdade, pouco se reflete sobre a morte no Brasil. Foge-se do assunto exatamente por ser tachado como macabro, estranho. Gente feliz, de bem, nao fala sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande equivoco. Refletir sobre ela afeta diferetamente como vivemos a vida. E na Europa, querendo ou nao, as pessoas sao obrigados a conviver e a refletir sobre a Indesejada. Peguemos o exemplo de Londres. Com mais de 2000 anos de existencia, essa cidade ja viu desgraca a dar com o pau. Comecou praticamete como um acampamento militar Romano e, desde sempre, muralhas eram necessarias pois a guerra e, portanto, a morte sempre estavam a espreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foram todos tipos de conquistadores, Vikings, Dinamarqueses, Saxoes, Normandos. No final da idade media, quando se estabelecia como reino independente, veio a Peste Negra e matou dois tercos da populacao de Londres. Em 1666, depois de 10 anos de guerra civil, com quase 100 mil mortos na Inglaterra, veio o grande incendio de Londres. A cidade foi quase que completadamente destruida por cinco dias de fogos incontrolaveis. No seculo XX, teve a I e II Guerra, com a ultima afetando diretamente o dia-dia dos londrinos. Sim, porque a qualquer momento um V-2, os foguetes supersonicos alemaes, podiam explodir algum quarteirao da cidade do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, em compensacao, qual a nossa maior tragedia nacional? Perder para o Uruguai no Maracana em 1950? Nao quero fazer apologia a morte e a desgraca, mas isso realmente muda as pessoas. Pode ser coincidencia ou nao, mas a melhor coisa que o Brasil ofereceu ao mundo, por enquanto, eh o nosso futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como nao pensamos na morte, nao nos preparamos para ela. No Brasil, a morte sempre vem como tragedia particular e como esquecimento publico. So ver como tratamos nossos artistas mais talentosos, nossos cientistas, nossos esportistas. Nao temos herois praticamente. Isso muda como as pessoas podem se dedicar aos seus oficios. Na Europa, o seu trabalho em vida eh a maneira de se buscar alguma tipo de imortalidade. Os musicos podem se dedicar a compor a sua obra-prima, os soldados vao para guerra sabendo que o ato de heroismo nao sera totalmente em vao. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No brasil, nao. Nossa melhor estrategia para driblar a morte foi ate o momento a mesma de qualquer especie animal ameacada: reproducao em massa para ver se parcela da prole consegue sobreviver ao menos. Sou otimista, no entanto, pois acho que nos proximos anos isso va, aos poucos, mudando. Lentamente, vamos criando nossos santos, nossos genios, nossos herois nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, que isso demora alguns seculos. Podemos e devemos aprender com os que vieram antes, pois seria ridiculo querer comecar do zero. Mas nao da para fazer 50 anos em 5, nao. Muito menos fazer 2000 anos em 10.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-1411238602638424430?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/1411238602638424430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/morte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/1411238602638424430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/1411238602638424430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/morte.html' title='A morte'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-4444615747267723084</id><published>2010-02-04T18:57:00.006Z</published><updated>2011-02-28T14:00:50.390Z</updated><title type='text'>The English Football</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S2sg-JRYEUI/AAAAAAAAAAU/Hy0LR_U3Lsw/s1600-h/fulham.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S2sg-JRYEUI/AAAAAAAAAAU/Hy0LR_U3Lsw/s320/fulham.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434473627365413186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ganham da gente em diversos aspectos da sociedade, como economia, nivel cultural, equidade social e por ai adiante. Menos no futebol. Pode ser chavao. Pode ser o jogo que assisti - Fulham x Portsmouth, mas podemos dizer ainda que nosso futebol e definitivamente o melhor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive quanto a organizacao. Nossos estadios nao ficam nada a dever pelos que existem por ai afora. O do Fulham, por exemplo, eh um dos mais tradicionais e antigos de Londres. Claro, bem diferente dos modernosos Stanfordbridge e Emirates Stadium. Mas eh de um time intermediario e que disputa a toda poderosa Premier Legue.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S2siEbKn9WI/AAAAAAAAAAc/96wHyqkh5aM/s1600-h/cadeiras.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S2siEbKn9WI/AAAAAAAAAAc/96wHyqkh5aM/s320/cadeiras.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434474834759775586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vemos que as cadeiras de madeiras, charmosas sim, mas um tanto quanto desconfortaveis e antigas continuam no estadio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. O Craven Cottage e justamente charmoso pelo estilo antigo e principalmente pela localizacao belissima. O bairro de mesmo nome do time esta ha algums minutos de Londres central. Os habitantes da City tiram sarro dos moradores de Fulham. Suburbanos. Mas o bairro eh charmoso e tranquilos, com parques bonitos, alamedas arborizadas e as margens do Tamisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao futebol foi um daqueles joguinhos so para torcedor gostar mesmo. Quarta feira a noite, perto dos zero negativo, chuvinha tipica inglesa e placar de 1x0 para os donos da casa. Cagada da defesa adversaria, que jogava melhor e mereceria, caso o futebol tivesse escrupulos, um empatezinho. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S2sk_p75adI/AAAAAAAAAAk/o50awKF7BmE/s1600-h/bebendo.GIF"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S2sk_p75adI/AAAAAAAAAAk/o50awKF7BmE/s320/bebendo.GIF" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434478051360074194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, que para ajudar, os Ingleses sao mais civilizados e podem vender cerveja no estadios, compensando qualquer jogo feio ou o frio. So nao pode ficar na arquibancada com a bebida alcoolica. Tem que beber no bar no intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o jogador brasileiro eh realmente incomparavel. Os ingleses sao bons sim, disciplina tatica invejavel e tecnica igual ou ate mesmo superior dos brasileiros. Mas eles sofrem de um quadradismo e uma falta de criatividade que da do. Tenho a impressao que todos times da Inglaterra jogam no 4-4-2. Entao todos jogos sao no minimo 4 linhas de quatro jogadores se movimentando em bloco. O ataque deles eh o que chamamos de chuverinho.  Totalmente previsiveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que os times nao ajudam. Os que disputam a ponta acabam compensando comprando os talentos do resto mundo. Mas, trocando em miudos. O campeonato Brasileiro e a Libertadores, se perdem para as respectivas Premier e Champions, nao eh de muito. Claro, que se os brasileiros e argentinos jogassem em seus respectivos paises, ai a comparacao nao teria nem graca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-4444615747267723084?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/4444615747267723084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/english-football.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/4444615747267723084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/4444615747267723084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/english-football.html' title='The English Football'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S2sg-JRYEUI/AAAAAAAAAAU/Hy0LR_U3Lsw/s72-c/fulham.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-8781584213159976134</id><published>2010-02-02T18:28:00.003Z</published><updated>2010-02-02T18:44:35.645Z</updated><title type='text'>Quem cansou de Londres, cansou da vida</title><content type='html'>Inicio o post com a frase de Samuel Johnson, responsavel pela organizacao de um dos dicionarios mais importantes da lingua inglesa. O que mais me chamou atencao da cidade eh a sobreposicao de camadas infinitas de texturas. Eles inventaram o capitalismo, a forma mais eficiente de producao de riquezas da historia da humanidade. Mas, ao contrario dos americanos, eles conseguiram equilibrar o pragmatismo com a sua milenar sociedade aristocratica. Por isso o ingles eh um figura sempre cortes, sempre inclinada ao chiste e a boa conversacao. Um dos resquicios mais fortes desse traco e a imprensa sensacionalista dos tabloides. Faz parte da tradicao deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alem disso, poucas cidades no mundo podem concorrer ao cargo de capital do mundo. Ninguem aqui nunca esta completamente deslocado. Resquicios de anos administrando o maior imperio da humanidade, Haiti e Sri Lanka sao assuntos discutidos por aqui. Mesmo porque, se se comeca falar do assunto, em pouco minutos aparecera algum nativo dos respectivos paises. A diversidade aqui eh impressionante. Estas coberto de razao, Sir Samuel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-8781584213159976134?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/8781584213159976134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/quem-cansou-de-londres-cansou-da-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/8781584213159976134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/8781584213159976134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/02/quem-cansou-de-londres-cansou-da-vida.html' title='Quem cansou de Londres, cansou da vida'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-6072137151155307482</id><published>2010-01-29T19:38:00.003Z</published><updated>2010-01-29T19:42:43.997Z</updated><title type='text'>Londres</title><content type='html'>Demorou um pouco para a segunda postagem, mais ja havia avisado sobre a falta de qualquer periodicidade. Espero em breve achar algum local com internet mais barata para poder escrever mais e postar as fotos. Tambem estou bastante  ocupado com as tarefas de qualquer turista. Assim que baixar a poeira, mas comentarios e analises sobre o estilo de vida londrino. Ah, estou sem acento aqui tambem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-6072137151155307482?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/6072137151155307482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/01/londres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/6072137151155307482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/6072137151155307482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/01/londres.html' title='Londres'/><author><name>Andre R. Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01624088953970557129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_-DcdLPvvE_Y/S9GcRXKAMAI/AAAAAAAAAAw/IU2CRx-d76M/S220/DSC06046.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1127739145301028199.post-7546807218117444201</id><published>2010-01-25T20:40:00.000Z</published><updated>2010-01-25T20:53:25.716Z</updated><title type='text'>Uma breve justificativa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A idéia me era antiga. Futebol, economia, música, a idiosincracia inerente na formação de filas entre as diferentes culturas; vários temas se insinuavam no direcionamento do futuro blog. Veio então a viagem e um boa desculpa para fazê-lo nascer. Não terei problemas quanto à temática, já que, aos viajantes, se perdoa impertinências muitas vezes pouco toleráveis aos locais.  Esse será, portanto, o amigo nas horas inúteis. Não esperem qualquer padrão na quantidade, tamanho, estilística, idioma, frequência desse espaço. Se descobrirem, por favor, comuniquem-mo, pois isso muito interessa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Próximo post de Londres. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1127739145301028199-7546807218117444201?l=reparouja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reparouja.blogspot.com/feeds/7546807218117444201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/01/uma-breve-justificativa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/7546807218117444201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1127739145301028199/posts/default/7546807218117444201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reparouja.blogspot.com/2010/01/uma-breve-justificativa.html' title='Uma breve justificativa'/><author><name>Andre R. 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